NY Times 2.0
O NY Times lançou o mês passado a versão beta do Times People, iniciando a construção de uma “camada social”. O serviço, apenas disponível para utilizadores registados, permite por exemplo encontrar ou fazer amigos dentro da rede e recomendar ou partilhar os artigos mais apreciados.
Podem no entanto ir (bastante!) mais longe! As empresas que se dedicam à publicação de conteúdos podem, e devem, alavancar o poder das redes sociais. Conteúdos não são apenas factos; são também opiniões e debate. Como tal, as editoras podem utilizar as redes sociais para:
- perceber as preferências das pessoas
- levá-las a comentar os artigos
- atribuir ratings aos temas e aos artigos
- combinar os conteúdos editoriais com conteúdos gerados pelos próprios consumidores
- fomentar debates entre os leitores e os próprios autores
O impacto em termos de tráfego e notoriedade será certamente enorme.
Media sociais e a tribalização dos negócios
A Deloitte realizou um estudo sobre as empresas que já utilizam estratégias para tirar partidos das redes sociais. Alguns dados chave do relatório 2008 Tribalization of Business incluem:
- 52% das empresas planeiam investir mais na criação de comunidades
- 13% das comunidades são controladas por 2-5 gestores em full-time
- 27% das comunidades têm entre 100 e 500 membros
Convém no entanto não esquecer que investir em tecnologia só por si de nada adianta. É necessário alto grau de envolvimento da empresa com a comunidade. A participação deve ser bidireccional. O staff da empresa deve estar alinhado com os objectivos e interesses da comunidade para que haja consistência e envolvimento.
Primeiro a informação, depois o design
Harold Evans deu uma entrevista ao jornal Independent. Falou sobre o design de jornais e disse que o design não pode ser um substituto da informação.
“Design can’t be considered without the context, the information. Design is absolutely no substitute for content.”

